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	<title>CubaGames &#187; revista</title>
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	<description>Notícias sobre o mundo dos games, artigos sobre gamedev, reflexões, tutoriais, games e jogos online</description>
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		<title>Resposta à carta da EGW</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 02:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[CubaGames]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2011/05/capa_egw113a.jpg"><img class="size-full wp-image-2684  aligncenter" title="capa_egw113a" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2011/05/capa_egw113a.jpg" alt="" width="250" height="334" /></a></p>
<p><em>Na última edição da revista EGW (113 &#8211; Capa de Mortal Kombat), um leitor teve sua carta publicada como Carta do Mês. O tema foi bastante interessante e fiquei com tanta vontade de comentar que acabei enviando um email para a EGW com minha resposta. No email do leitor, ele comentou sobre a EGW ter ficado séria demais, se tornando chata e não condizendo com a diversão que os games representam.</em></p>
<p><em>Decidi publicar aqui meu email enviado, pois trata-se de um tema que gosto, que é a imprensa gamer. Eis meu texto:</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>Na última edição o leitor Max Esteves escreveu um email que foi  publicado como Carta do Mês. Gostaria de comentar a respeito. Em  primeiro lugar, concordo com boa parte do que ele falou sobre a  seriedade das revistas de games, incluindo a EGW. Mas devo concordar  também com a posição da revista em tentar se manter mais séria.</p>
<p>O que podemos aprender com o email e com a maturidade da revista é  que o mercado de games evoluiu, sim, e isto não se pode negar. O papel  da imprensa gamer é reportar o mundo dos games, e se o mundo dos games  evolui, a imprensa também evolui.</p>
<p>Confesso que tenho uma certa saudade das revistas de games da década  de 90, com seus termos &#8220;irados&#8221; e palavreado &#8220;supimpa&#8221;. A fórmula de  sucesso de qualquer revista daquela época era a tríade  News/Previews/Reviews. Como não havia Internet popular ou mesmo sites  de qualidade, os jogadores contavam com veículos impressos para julgar  novos games e saber das novidades. Hoje, uma revista entupida de reviews  enormes não faz o menor sentido. Nesta nova era da imprensa gamer,  diversificar foi preciso.</p>
<p>Ainda acho importante que as revistas tragam vários reviews. Eu, como  leitor assíduo, sempre leio as revistas de games por inteiro numa  tentativa de &#8220;platiná-la&#8221;, talvez. Com isso eu leio reviews que  normalmente não leria num portal na Internet. Por ler esses reviews,  acabo conhecendo melhor os games de outras plataformas e estilos.</p>
<p>Portanto, a EGW está de parabéns por ter evoluído e acompanhado seu  público. Gosto de ler textos profundos sobre nosso universo preferido e a  EGW tem se esforçado muito para proporcionar ao leitor este material.  Agora, concordando com Max Esteves, falta um pouco de irreverência, sim,  e isso é um problema global da imprensa gamer. Por mais importante que  seja o mercado de games, o objetivo principal deste universo foi e  sempre será de entreter.</p>
<p>Que a EGW consiga buscar o equilíbrio entre ser séria (moderna) e supimpa (antiga).</p>
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		<title>A EDGE e o Desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 02:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[EDGE]]></category>
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		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2010/06/edge_12.jpg"><img class="size-full wp-image-1822 alignnone" title="edge_12" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2010/06/edge_12.jpg" alt="edge_12" width="255" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Estou lendo a EDGE edição 12 atualmente. Fiz a assinatura a partir da primeira edição e até agora se passaram 12 meses. Como não renovei a assinatura, esta será minha última edição. Mas deixo claro que meu motivo de não continuar a assiná-la é por falta de tempo para ler. Eu já compro a EGW e essa eu não vou abrir mão. É uma pena, mas vou me sentir meio órfão sem a EDGE.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esses meses lendo a EDGE, posso garantir que a revista é de primeira linha, sendo superior à EGW em vários aspectos. Eu particularmente gosto mais da EGW por causa da produção 100% nacional e do maior número de reviews.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das características da EDGE é dar bastante atenção ao desenvolvimento de games como um todo. Há várias entrevistas com desenvolvedores, inclusive alguns nacionais, além da abordagem de algumas ferramentas de desenvolvimento e um apanhado de notícias sobre a cena indie.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos focos dados por este blog é justamente sobre desenvolvimento de  games. Há quase dois anos eu assumi as postagens e nem sempre dei o  devido foco ao tema.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem acompanha este blog por causa do conteúdo sobre desenvolvimento, recomendo assinar a EDGE. Você vai aproveitar muito do conteúdo. Lógico que eles não publicam conteúdo técnico, mas as entrevistas por si só são bastante válidas. Recomendo inclusive porque conheço muita gente que gosta de games e não compra revistas do gênero para se informar. Geralmente acha que a Internet tem de tudo. Mas digo que nada é tão organizado como numa revista. E na revista você encontrará conteúdo que na Internet provavelmente não procuraria, por sequer saber que aquilo existe e assim possa ser interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra aproveitar o tópico, eu estava lendo a reportagem sobre <strong>Designer Indie</strong> e uma citação do designer James Silva me chamou a atenção:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Comece com algo pequeno. Acabei de receber uma mensagem pelo twitter de um cara que disse estar começando uma empresa de jogos e que seu primeiro jogo será tão épico quanto O Senhor dos Anéis. Talvez a gente viva em um mundo onde isso é possível, mas não consigo imaginar isso dando certo. Se em vez disso você se dispuser a fazer algo parecido com games da era 8-bit, você não apenas se surpreenderá com a complexidade de coisas que achava que fossem simples, mas também estará mais próximo de fazer algo, bem, um pouco épico.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é um tema que eu enfatizo aqui. É comum querermos começar fazendo o jogo que sempre sonhamos em jogar, mas veja quantas pessoas se envolvem num projeto grande. São mais de 100 pessoas tranquilamente. Uma pessoa inexperiente não vai conseguir fazer algo próximo disso. Mas pode fazer um <strong>Dishwasher Samurai</strong>, como é o caso de James Silva.</p>
<p style="text-align: justify;">Jarrad Woods também menciona o seguinte:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Acho que a chave para o sucesso como designer indie é apenas fazer jogo interessantes. Trabalhando sozinho, não há como competir contra grandes jogos. O número de horas de trabalho gastas para fazer um FPS popular é maior do que minha vida inteira. Em vez disso, nós indies temos que trabalhar onde os grandes estúdios não estão, voltando a inventar novos gêneros, reviver os que estão morrendo, ou encontrar novas maneiras de juntas ideias antigas.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos ver quanto tempo eu aguento sem a revista. É bom lembrar que a assinatura pode ter até 50% de desconto.</p>
<p style="text-align: justify;">E a <a href="http://www.europanet.com.br/site/index.php?cat_id=1438">pré-venda da OLD! Gamer 3</a> já está disponível.</p>
<p style="text-align: justify;">E o pior, não ganho nada com o jabá.</p>
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		<title>Mais Algumas Opiniões Sobre Nossas Revistas de Games</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 16:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[EDGE]]></category>
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		<category><![CDATA[Old! Gamer]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/11/revistas.jpg"><img class="size-full wp-image-1333 alignnone" title="revistas" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/11/revistas.jpg" alt="revistas" width="400" height="264" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Parece que a nova fase de nosso mercado editorial especializado em games começou ontem, mas já faz 6 meses que tivemos novidades. Inclusive, já mencionadas por mim <a href="http://www.cubagames.com.br/enquanto-isso-na-editora-europa/">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de umas 6 edições, as revistas EDGE e EGW se estabeleceram o suficiente e cada uma já mostra um estilo próprio. Além disso, ainda tem a Old! Gamer em sua segunda edição, com uma matéria especial de capa sobre o primeiro Phantasy Star, escrito pelo <span style="text-decoration: line-through;">viciado</span> especialista do jogo Orákio Rob, conhecido como Gagá, do blog <a href="http://www.gagagames.com.br/">Gagagames</a>. Ele até <a href="http://www.gagagames.com.br/?p=7686">comentou</a> sobre sua participação. (Vixe, comecei a usar o <span style="text-decoration: line-through;">risquinho</span> tachado, é o fim do mundo)</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a revista EGM Brasil foi lançada, não havia nenhuma outra revista de games que pudesse ser páreo para ela. Algumas da velha guarda foram aos poucos desaparescendo, enquanto outras de menor importância surgiam. Ver a EGM Brasil aparecer neste amontoado foi um grande alívio para mim, que já estava órfão de uma revista de qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, eu nunca havia lido uma revista importada, até porque onde eu morava elas não existiam. Por falta de parâmetros, a EGM Brasil era o meu referencial. Era uma revista madura, com grandes nomes do jornalismo de games do Brasil, uma matriz de grande importância nos EUA, conteúdo adulto (nada de detonados de Pokemon), piadas, notícias, entrevistas e etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando anunciaram a EDGE, fiquei curioso para ler. Ao adquirir meu primeiro exemplar, o que vi foi estranho no início. Havia somente textos traduzidos, o que tira um pouco da fluidez da leitura. Havia muito conteúdo sobre desenvolvimento de jogos, o que acho às vezes desnecessário, apesar de trabalhar com desenvolvimento de sistemas (coincidentemente meu projeto atual é ligado com games) e escrever num blog de desenvolvimento de games. Nem todos que lêem querem desenvolver, afinal de contas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tempo, uma das duas coisas aconteceram: Ou eu me acostumei com o estilo, ou eles melhoraram. Mas uma coisa é certa, perto da EDGE Brasil, a EGW parece ser escrita por e para adolescentes. O linguajar coloquial da EGW cansa. E para quem passa boa parte do tempo lendo livros, artigos e revistas, uma escrita mais rebuscada não atrapalha. Muito pelo contrário. O acabamento da revista também é admirável, com capas simples e limpas, porém chamativas, sem aquelas cores berrantes e letras por todo lado.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, a EDGE Brasil está de parabéns. É a revista de games mais madura que já li e com certeza sofreria resistência caso fosse lançada há 10 anos por aqui. Como o mercado editorial de games aqui é um nicho, nada melhor que não cair no popularesco.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a EGW, tentando englobar mais o entretenimento como um todo, incluindo filmes, parece estar num período de testes indefinido. Não vejo muita utilidade em falar de filmes blockbuster utilizando 3 páginas da revista. Foi legal quando conseguiram casar a matéria do filme Terminator com alguns games, mas quando o filme é aleatório, é desnecessário.</p>
<p style="text-align: justify;">O que estão tramando?</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar disso, a grande quantidade de colunistas e diferentes reportagens ainda a mantém de pé, com qualidade. Sem falar na grande quantidade de reviews, que é sempre útil. Num portal de games a gente acaba não vendo coisas legais de outras plataformas, simplesmente porque não temos aquele console.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a Old! Gamer, sendo bimestral (mas pode mudar!), ainda na sua segunda edição, não mostrou o suficiente para podermos avaliar seu progresso, mas com certeza está no caminho certo. Não sei exatamente porque, mas gosto muito de ler sobre jogos antigos. Há alguma coisa naquelas imagens pixelizadas que me atrai. Talvez porque os gráficos 3D sombrios dos games atuais são todos muito genéricos, sem identidade.</p>
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		<title>Sobre o Sistema de Notas</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 14:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/09/x-men_review.jpg"><img class="size-full wp-image-1162 alignnone" title="x-men_review" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/09/x-men_review.jpg" alt="x-men_review" width="323" height="189" /></a><br />
<em>Neste game, os gráficos são mais alegres que o som</em></p>
<p style="text-align: justify;">O sistema de avaliação de games baseado em notas tem levantado muitas discussões dentro da comunidade gamer.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro-me de um cara ter comentado uma vez que o sistema de notas da <a href="http://www.gamespot.com">GameSpot</a> era falho ou impreciso porque Tony Hawk&#8217;s 3 para PS2 <a href="http://www.gamespot.com/ps2/sports/tonyhawksproskater3/index.html">recebeu nota 10</a>. Tony Hawk&#8217;s Pro Skater 3 possui uma trilha sonora que combina perfeitamente com o game em si. Possui controles desafiadores mas não impossíveis. Possui uma variedade de personagens e até opção de criar seu próprio. Cenários grandes, cheios de segredos, variados e uma estrutura de jogo não-linear, que faz o jogador cansar menos. Sons perfeitos, gráficos bem aceitáveis. Evoluiu a franquia sem ter uma crise de identidade. Por que não um 10? Por que ele não pode? Só porque não foi feito pelo Hideo Kojima, Miyamoto, Sakagushi?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez não fosse o caso de receber nota máxima, mas se o jogo não tem defeitos e tudo o que o game promete é cumprido, a nota é merecida. Se eu fosse avaliar Space Invaders, daria uma nota mais alta que, sei lá, Halo. Tetris é outro game que levaria nota alta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas fica óbvio que essas notas não são números em uma escala absoluta. Não há como comparar gráficos de 10 anos atrás com gráficos atuais. Mas é possível comparar o valor artístico de um game de 20 anos com o de um game atual.</p>
<p style="text-align: justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align: justify;">Avaliar algo que exerce uma ligação mais abstrata, emocional, é algo pessoal e polêmico mesmo. É diferente de comparar automóveis ou computadores. Um jogo não pode ser melhor porque possui mais polígonos. Games são feitos para serem interagidos. Avaliar qualquer game somente pelo contexto técnico é bullshit.</p>
<p style="text-align: justify;">Não excluo jogadores que jogam Crysis somente pelo lado técnico. E nem quero desprezar isso. Com certeza é divertido interagir com um game tão detalhado e com uma física tão complexa. Mas isso logo enjoa. E se o gamer continua jogando, então tinha algo a mais debaixo do capô mesmo. Neste caso, a avaliação deve ser feita DEPOIS do jogador se maravilhar com os gráficos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, avaliar um game não é tão simples. Não é uma ciência exata. E os avaliadores podem ser tendenciosos. Ou mesmo podem não gostar de certos gêneros.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, eu acho que as notas são sim muito importantes. Mas primeiro temos que entender em que contexto ela foi dada.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos nos focar agora nas notas propriamente. Se o avaliador deu a um jogo a nota 8, isso não significa que todos os jogos que receberam 7,5 não mereçam ser jogados antes desse. Quantas vezes insisti em jogar Metal Gear pelo exagerado puxa-saquismo da mídia? Demorou muito para eu descobrir que não suporto este estilo de jogo. Nele, a gente passa mais tempo procurando o que fazer do que fazendo. A nota alta que cada título da série recebe se deve à narrativa do game. Estão avaliando um game com critérios de avaliação de filme&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, avaliar um game  deveria ser algo mais técnico, mas acaba sendo extremamente superficial. No final, tudo vai depender do gosto de cada um. Eu mesmo gosto mais de jogos de corrida, ação em terceira pessoa e luta. Já estratégia, RPG, Stealth e FPS não me agradam tanto. Tudo com as devidas exceções, claro. Portanto, mesmo se Soul Calibur receber notas menores que Crysis, vou preferir o primeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se Street Fighter IV receber uma nota maior que Soul Calibur, aí a coisa muda. Mas mesmo assim, ainda tenho que tomar cuidado com o histórico de quem avalia. Geralmente os jogadores de Street fighter podem ter abandonado o gênero de luta por vários anos e só se impressionaram com SFIV devido ao fator nostalgia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas aqui estou falando de diferenças sutis entre as notas. Entretanto, apoio a avaliação por notas porque dizer que um game é bom ou ruim não é tão claro quanto mostrar uma nota 8.5 ou 3.0, respectivamente. E desconsiderando um pouco os gostos pessoais, para GTA eu nunca daria 3.0, mesmo não gostando. Se fosse avaliar, daria uma nota maior, porque o game possui qualidade. Só não faz muito meu estilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que a maioria dos veículos que avaliam games já se preocupam em escolher sempre alguém que gosta do gênero do game a ser avaliado. Há sempre quem prefira RPG e  será escolhido para avaliar um novo Final Fantasy. Portanto, hoje não me surpreende ver um Final Fantasy receber notas altíssimas. Pô, o cara é fã. O gosto dele foi moldado jogando esse tipo de game ao longo de sua vida. Se ele der nota máxima, é poque o game supre todas as necessidades dele como jogador, mas não necessariamente as minhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se devemos desconfiar dos críticos, devo desconfiar ainda dos leitores deles. No GameSpot todos os games possuem uma média das notas dadas pelos leitores. E quase sempre essa média é maior que a nota do crítico. A média os leitores é maior até que a média dos profissionais de outros sites. Esta é uma pequena evidência que os críticos são um pouco mais criteriosos que os jogadores.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão da média também é estranha. As pessoas tem uma maneira bem peculiar de lidar com números. Se uma escala vai de 0 a 10, suponho que algo regular receba 5. Mas muitos games ruins recebem 6.5 ou 7 nas revistas e sites. Isso poderia ser muito melhor trabalhado usando sempre como ponto de partida a nota 5. Se o game desagrada um pouco, desce para 4, se agrada um pouco, sobe para 6.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns veículos dão notas numa escala de 1 a 5, como o próprio <a href="http://www.giantbomb.com">GiantBomb</a>. Considero ser muito bom o sistema de 5 estrelas porque é mais fácil de ver qual é a qualidade geral do game. Isso não permite comparar mais diretamente um game com outro, mas ajuda a ter uma idéia geral de como ele é. Este sistema também é mais preciso em especificar quando o game é mediano: simplesmente 3 estrelas. Nada de 6.3 ou 7.2. E por falar em comparação, achar que um game é melhor que outro porque ganhou 0,5 a mais na avaliação é ser superficial demais. Me impressiona como existem pessoas dedicadas a comparar notas de games e ainda usar boas notas para puro fan-boyismo. Se sou fã de uma série, eu QUERO que o avaliador seja justo e dê a nota que um game dessa série mereça.</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo disso ocorreu com a série Mega Man X. Enquanto Mega Man X1 à X4 receberam boas notas, as continuações ganharam notas cada vez menores, somente se recuperando com o último game da série, Mega Man X8. Isso me ajuda a perceber que a série piorou um pouco e depois melhorou novamente. É possível assim perceber o que está acontecendo como um todo. Digamos que com as notas justas é até possível montar um gráfico para acompanhar a evolução da série. Agora, se for esperar um fan-boy avaliar, os games receberiam somente notas máximas. Tipo, 10 para um jogo bom, 9 para um jogo mediano, e 8 para a pior versão. Assim as notas nem seriam necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostando ou não, a indústria como um todo aprendeu a avaliar games comparando números. Como efeito colateral, surgiu uma espécie de endeusamento das notas.  Com tanta gente comparando númneros e nem se dando o trabalho de ler o review, o sistema fica muito mais simples de se transformar em algo manipulável. Segundo relatos, parece que não é incomum os casos em que games receberam notas maiores do que mereciam porque a publisher pôs uma propaganda dele no veículo que o avaliou. Bom, pelo menos é isso que eu ouço de algumas entrevistas com jornalistas de games por aí. Dizem até que foi por Jeff Gerstmann dar nota 6 para Kane and Lynch: Dead Men que ele foi demitido da GameSpot. Na época do lançamento do game havia um banner no site.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das pessoas que possui boas críticas a esse sistema é Gustavo Lanzetta. Esse gordinho, juntamente com Pedro Batalha, pioneirizaram os podcasts de games no Brasil com o já abandonado <a href="http://audiogame.wordpress.com/">Audiogame</a>. Em seu atual blog, ele até postou um <a href="http://guslanzetta.com/?p=202">texto sobre isso</a>. De certa forma, quando eu li esse texto há alguns meses eu tive vontade de responder a ele, mas tinha tantas opiniões sobre o tema que decidir escrever aqui mesmo um texto mais abrangente.</p>
<p style="text-align: justify;">Já ouvi em seus podcasts alguns jornalistas de games confessarem uma certa tendência de dar uma nota maior do que deveriam porque a base de fãs daquela série é grande demais. E os fãs compram a revista ESPERANDO ver uma nota alta, e não uma avaliação honesta. Acho até que foi o caso de Resident Evil 5.</p>
<p style="text-align: justify;">Se for pra ser assim, vamos voltar para aquele sistema de avaliação que no lugar das notas, o game ganha uma figura de um rosto, que foi bastante usado nas antigas revistas de games. Se o rosto cartunizado estiver com cara de maníaco sexual, é porque o game é bom. Se estiver com cara de doente, é porque o game é ruim. Se estiver com um sorrisinho, game mediano.</p>
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		<title>Enfim, Estou Com Minha OLD! Gamer</title>
		<link>http://www.cubagames.com.br/enfim-estou-com-minha-old-gamer/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 12:52:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/09/old_gamer.jpg"><img class="size-full wp-image-1132 alignnone" title="old_gamer" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/09/old_gamer.jpg" alt="old_gamer" width="258" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, depois de alguns meses de atraso, finalmente a primeira edição da revista OLD! Gamer foi lançada. Por enquanto, a distribuição da revista está restrita a São Paulo e Rio de Janeiro. Mas é possível comprar na loja virtual da editora para entrega em todo o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, faz uma semana que minha edição chegou, mas ainda não tive muito tempo para ler. Pelo o que já vi, o material é de ótima qualidade. Fisicamente e editorialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode parecer estranho minha insistência em falar dessa revista aqui, mas volto a frisar que este tipo de publicação é um grande avanço para o mercado brasileiro. É a primeira vez que temos uma revista de games que não vai sobreviver com dicas, truques, reviews e detonados. Além disso, a quantidade de reportagens sobre games é muito grande. Prefiro muito mais ler sobre a história do Atari 2600 no Brasil (que se encontra nesta primeira edição) do que ler mais um review de Pokemon para DS ou Metal Gear para PSP.</p>
<p style="text-align: justify;">Das várias seções, a mais divertida é a Old News, que se trata de um apanhado de notícias reais publicadas nas revistas de games nacionais há alguns anos. Provavelmente a cada edição um tema principal será abordado, como foi o caso desta primeira, que publicou várias notícias sobre realidade virtual das antigas revistas Videogame, Supergame  e Super Game Power. São tipos de notícias que inspiraram minha seção de humor <a href="http://www.cubagames.com.br/category/zoeira-news/">Zoeira News</a>. Veja só uma das notícias antigas:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Pela primeira vez, gamers poderão experimentar o universo 3D sem precisar da TV! Sega VR fornece um panorama de jogo em 360º&#8230; O jogador submerge numa jornada de gráficos, cores e sons nunca vistos e ouvidos num Mega&#8230; Para a nova concepção que promete virar tendência, a Sega já desenvolve uma linha de jogos para o sistema.&#8221;</em><br />
<strong>- Revista Supergame, edição #30</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Isso é que é uma notícia bombástica!</p>
<p style="text-align: justify;">Peraí! a Sega tinha mais esse troço pro Mega Drive? huahauhua</p>
<p style="text-align: justify;">E como vocês podem ver, a capa mudou daquela antiga do Street Fighter II para esta nova de Moonwalker. Ainda assim, a reportagem de SFII está lá. E está muito boa. E não, não tem uma lista com os golpes e especiais.</p>
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		<title>Enquanto Isso, Na Editora Europa&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 01:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[EDGE]]></category>
		<category><![CDATA[EGW]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/06/egw_edge.jpg"><img class="size-full wp-image-960 aligncenter" title="egw_edge" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/06/egw_edge.jpg" alt="egw_edge" width="300" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>É Batman, eu estava empolgado com o lançamento da Old! Gamer, uma revista no estilo da <a href="http://www.retrogamer.net/">Retro Gamer</a>, porém 100% nacional. Certamente me agradaria ler uma revista dessas. Porém, o lançamento que estava previsto para maio foi adiado. Agora parece que a revista sai em julho. Vamos ver.</p>
<p>E a nova revista Edge está nas bancas já faz algumas semanas. Eu fiz a assinatura especial com 60% de desconto e minha edição chegou há algum tempo. Bem, não conhecia nem a GameMaster, cuja equipe a Edge absorveu, nem a Edge original britânica. Mas acho que pelo material, eles ainda tem algo a melhorar. É legal ver os textos dos colunistas da original traduzidos, pois muitos caras lá da matriz britânica realmente tem experiência na área de games. Muitas reportagens também são bem bacanas. Mas o texto traduzido nunca é tão agradável de se ler.</p>
<p>Os reviews dos jogos não possuem nota. E isso eu não sei se é herança da GameMaster ou da Edge, mas sempre gostei de notas, pelo menos pra saber se está se falando de um jogo ruim, bom ou ótimo.</p>
<p>Enfim, evoluir é preciso.</p>
<p>E por falar em evoluir, a editora Futuro, talvez por causa do encerramento da EGM americana, resolveu mexer com a sua revista de games. A EGM Brasil riscou o &#8220;Brasil&#8221; do nome, girou o &#8220;M&#8221; em 180 graus e agora chama-se <a href="http://www.egw.com.br/">EGW</a>, que significa Entertainment + Game World. A idéia é unificar um pouco mais o conteúdo web com revista de games e um pouco de outras mídias também. Quem sabe o novo portal deles cresça e traga um novo nível de tratamento de games na web aqui no Brasil.</p>
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		<title>Os 100 Melhores Jogos</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 03:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[CubaGames]]></category>
		<category><![CDATA[EDGE]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-881 alignnone" title="100_melhores_jogos" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/05/100_melhores_jogos.jpg" alt="100_melhores_jogos" width="235" height="320" /></p>
<p>Os 100 Melhores Jogos é um livro lançado pelo grupo que publica a revista EDGE na Inglaterra e foi trazido pra cá pela Editora Europa. Eu vi algumas citações sobre o lançamento do livro em alguns blogs e fiquei muito curioso para comprar. E comprei.</p>
<p>Olha, vale bastante a pena pelo preço e pela qualidade. Paguei aproximadamente 30 reais + frete pelo <a href="http://www.europanet.com.br/europanet_skin/index.php">site</a> da editora. E o preço continua <a href="http://www.europanet.com.br/site/index.php?cat_id=638&amp;pag_id=20326">caindo</a>.</p>
<p>O livro lista os 100 melhores de todos os tempos de acordo com a opinião de vários jornalistas. A edição brasileira conta com uma lista própria para refletir melhor nosso gosto por jogos.</p>
<p>Os textos sobre cada jogo são muito bem escritos ou traduzidos, e a lista não decepciona pela abrangência e honestidade. A lista conta com jogos desde <strong>Bomberman</strong> até <strong>Escape From Monkey Island.</strong></p>
<p>Parece até que estou ganhando alguma coisa pelo jabá, mas fico muito feliz pelo fato de nosso mercado estar amadurecendo o suficiente ao ponto de surgirem livros e revistas sobre jogos.</p>
<p>A Editora Europa está inclusive trazendo a revista EDGE para o Brasil, que vai absorver a equipe da atual GameMaster e adicionar conteúdos da matriz traduzidos e outras exclusividades. O lançamento da revista está previsto para este mês juntamente com a Old! Gamer. Adicionalmente, a editora já conta com 4 livros publicados até agora, entre eles o livro <strong>A Arte Dos Videogames.</strong></p>
<p>Para quem se interessa não só por listas, mas pela história dos games e os grandes títulos, vale a pena a leitura.</p>
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		<title>Qual o Papel das Revistas</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 00:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Lorenzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/02/revistas.jpg"><img class="size-full wp-image-785" title="revistas" src="http://www.cubagames.com.br/wp-content/uploads/2009/02/revistas.jpg" alt="" width="272" height="250" /></a></p>
<p><!--[if gte mso 9]><xml> Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4 </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
<p><mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p>Sou leitor assíduo de revistas de games desde 95, quando as próprias publicações começaram a surgir por aqui. Acompanhei muito bem o mercado brasileiro dos veículos impressos de games e vi muita coisa aparecer e desaparecer também.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Diferentemente do exterior, o Brasil não cultiva muito bem o hábito da leitura. Portanto, as revistas vendiam muito mais no início por causa das dicas, truques, comandos e novidades. Hoje em dia temos um genuíno jornalismo de games aqui, liderado pela revista EGM Brasil.</p>
<p>A época de ouro das revistas aqui deve ter sido no final da década de 90, com aproximadamente 5 publicações de peso mantendo boas vendas: Gamers, Ação Games, Super Game Power, Nintendo World, Game-X. Também havia revistas de jogos para PC com seu auge no início da década de 2000, como Senha PC e PC Gamer. Quase todas estas sumiram, e algumas se tornaram apenas revistas de dicas.</p>
<p>Um dos motivos para a queda na popularidade das revistas certamente foi a Internet e seus sites de acesso gratuito. Afinal, porque pagar por uma revista se é possível obter informações mais atualizadas e de graça na Web? A resposta é: porque somente nas revistas temos uma melhor coerência entre as matérias e uma abordagem mais ampla. Mesmo assim, as revistas tiveram que evoluir. Não sei como é lá fora, mas aqui a qualidade teve que subir para os veículos impressos continuarem a ter suas fatias de mercado. Além da qualidade, elas também tiveram que entrar no mundo da web.</p>
<p>Confesso que acho muito prático entrar no GameSpot para conferir a avaliação de um novo jogo, mas nunca teria a bagagem cultural sobre jogos que possuo somente lendo reviews na Internet.</p>
<p>Ler uma revista séria de games é muito mais do que conferir a nota do seu jogo favorito.</p>
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