por Romulo De Lazzari em 26/02/2008 as 09:00

Não sei se classifico isso como meme ou não, mas a brincadeira é a seguinte eu vou começar uma história e passar para alguém continuar em seu blog e assim por diante. O legal será ver tudo que você pensou ficar ao contrário. O personagem que eu penso ser o mocinho pode se tornar o vilão e vice-versa.

Bom, vamos a história (eu sou péssimo nisso, então não se assustem :) ):

A Garota dos meus sonhos

Ultimamente, noite sim, noite não, eu tenho tido certo sonho com uma garota. Ah! Ela? Sim, ela é muito bonita. É alta para os padrões femininos, parecia ter a minha idade, com uma pela clara e olhos bem pretos, estes sim marcantes. Sabe aquele olhar que queima tudo por dentro? Aquele que você parece estar desnudo e fica todo envergonhado? Este é olhar da garota dos meus sonhos. No sonho a gente conversa muito e dá muitas risadas, toda vez que eu vou dormir eu falo para mim mesmo. “Hoje eu descubro o que conversamos”. Mas isso nunca acontece.

Meu nome é Remo. E hoje é um dia muito importante para mim, estou iniciando em uma nova escola, a mesma do meu vizinho e amigo Faco. Ele me encheu tanto o saco para eu mudar que acabei cedendo, também eu não tinha muitos amigos na outra escola. Outro grande fator é o esporte, eu gosto muito de basquete e quero entrar para o time da nova escola que é a atual vice-campeã estadual, perdeu apenas para o time da capital na final no ano passado.

Hoje, como foi o primeiro dia, praticamente não teve nenhuma aula, só aquele papo de levantar falar seu nome e nos conhecermos mesmo. A única professora que insistiu em dar aula mesmo foi a de português. Não sei, mas senti algo bem estranho nela. Também ela já no primeiro dia de aula encheu a gente de lição de casa. Estava com muita fome, pra variar acordei em cima da hora e não tive tempo de tomar café da manhã. Não via a hora de descer para o intervalo e encontrar o Faco para falarmos com o professor de Ed. Física e técnico do time de basquete. O Faco não está na minha turma pois ele é um ano mais novo que eu, eu estou no 1° ano do ensino médio e ele na 8° série do fundamental. Combinamos de nos encontrar no intervalo para ele me apresentar seus amigos da escola e tentarmos “nos infiltrar” no time de basquete.

Já no intervalo, eu e Faco fomos direto à quadra para ver quem estava por lá. O pessoal estava ali em roda escolhendo dois times de basquete para fazer um “bate bola” no intervalo. Ficamos ali como “quem não quer nada”, sabe? E acabamos sendo escolhidos para jogar em times opostos. Durante o jogo, fiquei impressionado com um cara que estava no time adversário, ele jogava muito e também era enorme, e eu que me achava alto! O cara destruiu com o meu time e fui logo retirado da quadra. Depois de perder lembrei-me da minha fome e fui para a cantina comprar alguma coisa. Só para variar comprei um salgadinho, eu sou viciado nessas porcarias industrializadas, minha mãe que fica loca com isso, quer que eu coma verdura e legumes e eu só fico nos salgadinhos e bolachas.

Estava voltando para a beira da quadra quando senti uma puxada leve na minha camiseta. Olhei em volta e não vi ninguém. Quando olhei melhor (para baixo), vi uma garotinha, de uns 8 ou 9, no máximo 10 anos de idade olhando fixamente (parecia cachorro olhando para aqueles espetos girando em frente aos açougues, as famosas TVs para cachorro) para o pacote de salgadinho:

- Posso comer um? – Disse a menininha.
- Ah! Sem problemas, pode sim!

No momento que eu esticava o pacote ao alcance dela. Escutei a voz do Faco tomando conta do pátio e uma barulheira enorme! Quando virei minha cabeça em direção da quadra vi o Faco brigando com o cara alto do basquete (o Faco é a pessoa mais pavil curto que eu já vi na vida). E o pior! Estavam vindo em nossa direção! Não sou nenhum tipo de herói e nem pretendo me tornar. Mas minha primeira reação foi abraçar a pequenina e pular para que ela não se machucasse.
Caímos nós dois sentados, o pacote de salgadinho virou inteiro. Mas pelo menos ninguém se machucou, perguntei a ela se queria outro salgadinho e ela disse:

- Não, muito obrigada!

Nesse exato momento bateu algo muito estranho em mim. Esse olhar, essa fala. Eu já vi em algum lugar! Eu não acredito em superstição, mágica e muito menos algo como fantasia! Mas naquele momento eu me esqueci de tudo isso e a única coisa que eu acreditava era no inacreditável. Mesmo sendo mais nova, eu tenho certeza que…Ela era a garota dos meus sonhos!

Está horrível eu sei, parecendo um primeiro capítulo de anime. E agora passo a bola para o Rodrigo Flausino continuar essa brincadeira. Quando ele fizer (e se ele fizer), eu coloco um link para o post dele com a continuação.

Update: aqui está a continuação do Rodrigo, ele convidou o Tiago Frossard para a terceira parte, vamos ver como continua essa história! 

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2 Comentários

  1. Já comecei a escrever, mas deve demorar uns 2 dias para ir ao ar. Acho que hoje terei tempo à noite!


    Comentário de Rodrigo Flausino - 26/02/2008 às 9:33 am #
  2. [...] texto é continuação do texto Roteiro coletivo ou brincando com histórias da Cubagames, continuando o roteiro coletivo. Desculpe a demora em postar, já que não andei tendo [...]


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