
RIA (Aplicações de Internet Ricas) é um termo que a Macromedia, agora Adobe, criou para o uso do Flash como plataforma de desenvolvimento de software. A idéia é aproximar as funcionalidades de aplicativos WEB com as funcionalidades de aplicativos desktop.
Para entender melhor, imagine o próprio Windows, que funcionalidades você têm no Windows e não têm numa aplicação WEB normal?
Vejamos algumas:
Que tal ter todas estas funcionalidades em uma simples página de internet?
Que tal toda a experiência que nós temos em aplicativos desktop ser usada na internet?
E tudo isso sem a necessidade de instalar nada, apenas usando o seu navegador. Isso é RIA.
Normalmente quando se fala em arquitetura de aplicativos WEB é dito o modelo em três camadas (interface, lógica de negócio e dados). Esse modelo é idealizado por muitos e na RIA ele é um dos fundamentos. Como o cliente é o ponto fundamental das aplicações ricas, ele tem que ser tratado separadamente.
Muito bem, mas como é possível fazer isso? Qual tecnologia suporta isso?
Em 2002 a Macromedia lançou o Flash MX, é claro que esta tecnologia não é muito robusta e aprimorada quando é comparada com as atuais, mas foi o primeiro exemplo real de tecnologia RIA.
Observando o novo nicho de mercado, a Macromedia lança em 2004 o Flex.
Flex é um conjunto de tecnologias baseadas na plataforma Flash que suporta o desenvolvimento e implantações de Rich Internet Applications. Ou seja, um software especialmente para RIA.
Atualmente o Flex está na sua versão 2.0 e conta com a Flex 2 SDK.
Mas você não precisa usar produtos da Adobe pra desenvolver este tipo de aplicativos. RIA é um conceito, não uma linguagem de programação e muito menos é possível compilar alguma coisa em RIA.
Se você quiser, é possível usar JavaScript, PHP, Apache e MYSQL pra desenvolver aplicativos ricos.
Um grande exemplo de aplicativo RIA é o Flickr. Vale a pena dar uma conferida.
Aquele abraço.
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