
Criei uma meta de terminar todos os Final Fantasy até o sexto e escrever um review para cada um deles. Deve ser interessante haver alguém que não gosta muito de RPGs que faça reviews para esses jogos. Contar com reviews de fãs às vezes é complicado.
Nos textos anteriores eu mencionei a vontade que tive em jogar alguns RPGs clássicos.
Nesta minha jornada, já consegui algum progresso: consegui há alguns dias terminar o primeiro deles. Mas logo depois de começar a jogá-los, eu lembrei porque não gosto muito do gênero. Batalhas muito cansativas, falta de customização, jogabilidade extremamente linear, enredo batido… Enfim, tudo isso pode ser encontrado no primeiro Final Fantasy, menos os personagens carismáticos. Em compensação, poder escolher as classes dos heróis dá alguma diversidade.
A versão que joguei foi do GBA, que faz parte de uma compilação com os dois primeiros Final Fantasy. O cartucho se chama Final Fantasy I & II – Dawn of Souls. Os games contam com gráficos atualizados, músicas remixadas, algumas novidades aqui e ali, dungeons secretas. Definitivamente se trata de uma versão melhor que a original. Uma grande vantagem é poder salvar em qualquer ponto do jogo, desde que não seja durante uma batalha.
Alguns ajustes nas classes também foram feitos. Assim como no original, existem 6 classes para você escolher, podendo formar uma equipe de 4 heróis. As classes são:
- Warrior;
- Thief
- Monk;
- Black Mage;
- White Mage;
- Red Mage;
No game, depois de completar uma quest, é possÃvel evoluir a classe para cada herói, tornando-os mais fortes e podendo até ter acesso a algumas magias ou armas antes inacessÃveis. As novas classes são:
- Warrior -> Knight;
- Thief -> Ninja;
- Monk -> Master;
- Black Mage -> Black Wizard;
- White Mage -> White Wizard;
- Red Mage -> Red Wizard;
O Knight passa a ter acesso a algumas magias brancas mais básicas;
O Ninja passa a ter acesso a algumas magias negras mais básicas;
Os Wizards podem usar as magias mais avançadas;
O Master não muda muito suas capacidades, mas pode usar uma das espadas mais fortes do jogo.
Eu criei meu time usando 1 Warrior, 1 Thief, 1 Monk, 1 White Mage.
Ao contrário do jogo original para Nes, este ficou mais equilibrado. Só achei o Monk meio inútil. Não é possÃvel equipar armas poderosas para ele, o que tira sua vantagem de ter força de ataque grande no Ãnicio. No final, o Monk, mesmo evoluÃdo para Master, torna-se o mais inútil char para lutar contra chefes. Uma das armas mais poderosas do jogo, a espada Masamune, pode ser utilizada por ele e pelo Knight. Porém, ela só é encontrada na última dungeon do game. E é claro que o Knight já terá espadas excelentes até lá, tornando ela essencial para o Master. Mas só no final do game!? É um desperdÃcio.
Dizem que o original continha atributos para cada char que os tornavam mais desequilibrados ainda.
Como é de praxe, as batalhas aleatórias se fazem presentes, e são um saco! Explorar uma dungeon e batalhar a cada 5 a 10 segundos pode até fazer o jogador se perder. Isso faz com que o jogador ande mais na dungeon e, adivinhem, gere mais batalhas aleatórias. Pelo menos a complexidade dos labirintos não são no nÃvel de Zelda.
Como eu também já mencionei no post sobre os RPGs, este game possui quests quase impossÃveis de resolver. Eu tive que usar guias de jogo em umas 4 situações. Este jogo remete aos tempos da década de 80 em sua melhor (pior) forma. Quem já jogou games de Nes sabe que certas coisas são totalmente enigmáticas e feitas para serem descobertas somente com o uso de um guia oficial.
O enredo é praticamente inexistente. Os personagens não possuem participação no enredo. Isso deve ser consequência da liberdade de escolher a classe para se jogar. Uma das quests mais marcantes é justamente a primeira, onde devemos resgatar a princesa do reino de Cornelia. Ela foi raptada por um misterioso cavaleiro chamado Garland, que era antes um leal cavaleiro do reino. Depois Garland se revela o vilão do jogo, mas só o vemos novamente no final.
Os heróis genéricos podem ser percebidos em sua genericidade (existe?) no game Final Fantasy Dissidia. Nele, cada protagonista e antagonista de cada FF, do I até o XII, são personagens selecionáveis. O personagem que representa o protagonista de FFI é chamado simplesmente de Warrior of Light.
Jogar o primeiro game de uma série tem seu valor para quem se interessa por jogos de maneira geral. em FFI ainda não existiam moogles, chocobos, Cid. Mas já existiam Airships. Como em vários jogos da série, ships e airships são os principais meios de transporte.
No geral, Final Fantasy I é um game interessante, mas só consegui terminar sem ter um infarto porque o emulador conta com a tecla de Speed Up, que é ideal nas dungeons e suas batalhas intermináveis.
Tags: Dilema com RPGs, Final Fantasy, Final Fantasy I, Gameboy Advance
Categorias: Reviews | 1 Comment »
Um bom review sobre o game, foi bastante educado mesmo não gostando muito do jogo… Concordo em partes com você, mas mesmo sendo verdade e meio dificil de acostumar a ouvir alguém criticando Final Fantasy, com tanto “lixo” que conta com recursos mais avançados e não prendem tanto quanto jogos antigos de enredo batido… Prefiro mil vezes gastar uns minutos do meu dia jogando FF no celular enquanto espero o onibus do que passar horas jogando WoW no PC… (porque mais repetitivo que final fantasy, só as raids batidas e sem emoção do world of warcraft, se não fosse o PvP eu nem pagaria aquela bosta^^)