

Outro dia, eu estava conversando com o Rodrigo no MSN e ele disse que estava para fazer um freela e não sabia calcular como fazer o preço deste serviço e depois sugeriu que eu fizesse um post falando sobre isso. Aqui está!
Dar um preço ao seu trabalho é uma coisa bem complicada e bem subjetiva também. Não quero de jeito nenhum impor regras e dizer é assim ou é assado. Esse é apenas o jeito que a CubaGames calcula seu preço perante seus clientes.
Vamos supor que seu cliente queira fazer um jogo de quiz no estilo “MeioBit Games Pops”, mas vamos dizer que o cliente pediu o jogo com som.
#1 – Quanto vale a sua hora?
Quanto você custa por hora? Quanto você gasta por dia? Quanto gasta no almoço? Transporte? Luz? Água? Telefone? Aluguel? Funcionários? Veja quanto tudo isso dá por dia e divida por 24 (ou retire o tempo que você dorme, sei lá
). Você terá aproximadamente o seu preço/hora. Neste caso suponhamos que deu R$50,00.
#2 – Quantas horas serão gastas neste trabalho?
Neste momento entra a experiência. Não adianta nada você achar que faz tudo em dois dias e demorar duas semanas para fazer. Só estará perdendo dinheiro que poderia estar fazendo em outros projetos, sem falar na dor de cabeça que dá. Saber quanto tempo será gasto no seu projeto é essencial para o sucesso do mesmo, senão teremos algumas madrugadas e finais de semana sem ver os amigos/namorada/família.
Seguindo nosso exemplo, eu faço em uma semana o projeto apenas trabalhando pela manhã, já que a tarde estou fazendo um projeto maior juntamente com o Tiago <= hihihi!
Total: 5 dias na semana X 4 horas por dia = 20 horas X R$50,00 = R$1000,00! (na mosca!)
#3 – Qual será o meu lucro nessa brincadeira?
Quanto de lucro você quer ganhar nesta brincadeira? 30%, 40%, 50%? Calcule esse valor e faça um preço final. (Ops! Ainda tem mais!)
Continuando o exemplo: eu quero 30% de lucro no jogo = R$1.300,00.
#4 – Impostos.
Veja quanto você deve pagar de impostos em cima deste trabalho e dê o seu preço final.
Nós em Curitiba pagamos 17% de impostos sobre os serviços. Então no final o jogo ficaria: R$1.300 + R$221,00 = R$1.521,00.
#6 – Outros fatores.
O fator “olhar para o cliente” também conta muito, uma pessoa teoricamente “sabe” se está caro ou não para um certo cliente o serviço. Também temos métodos de baixar um pouco esse preço. Clientes sempre gostam de dar uma choradinha, questão de cultura nacional. Brincar com seu valor/hora é bem legal. Veja que baixando em R$5,00 dá uma diferença grande no final das contas. Pode-se tirar um pouco dos lucros também. Mas lembre-se sempre de justificar porque está cortando o valor. Nada como aqueles cuidadores de carro na rua em dia de show grande. “É deiz real!” Daí você fala: “só pago dois!”. “Ah! tá bom.” De 10 para 2?! Têm algo errado aí. Não faça isso.

E lembre-se, ter um preço barato é bom! Mas muitas vezes não é o que define a aceitação do trabalho.
Vá além. Leia este artigo e este aqui também sobre quanto cobrar pelo seu trabalho que batem bastante com o meu pensamento.
Categorias: Desenvolvimento | 5 Comments »
Incrível, ontem mesmo estava conversando com uma professora que me explicou da mesma maneira, apenas com um detalhe a mais: o tamanho do cliente.
Dependendo do cliente com quem vc trabalha se pode cobrar mais ou menos, afinal vc saberá se o cliente consiguirá pagar ou não. Um outro ponto, seria o “tamanho do problema” que você iria resolver, e isso também demanda experiência de mercado. Afinal, se vc achar que o trabalho te dará muuuiiita dor de cabeça o valor tb vai ser alterado.
É exatamente dessa maneira que eu boto preço nos meus trabalhos e pra facilitar a choradeira eu coloco o valor + % de impostos dae se o cliente quer desconto ele na grande maioria das vezes ja pede o valor sem nota
Isso é “malandragem”, eu sei, mas na grande maioria das vezes o cliente desmerece o seu trabalho usando uma série de diminutivos e ainda achando que é feito no “easy”.
Excelente análise e explicação meu amigo
[...] de mercado de trabalho, o Romulo da Cubagames criou um artigo sobre o quanto devemos cobrar por um trabalho. Bom para quem não tem tanta experiência em precificar algum serviço [...]
conto vale um trabalho