por Romulo De Lazzari em 29/10/2007 as 14:53

Terça-feira passada (dia 16/10), eu participei do programa MTV Debate (apresentado pelo Lobão) sobre o assunto. Lá eu dei minha opinião, ta certo, a atuação de uma planta seria melhor que a minha em frente a webcam, minha saga está neste post aqui. E também fiquei de dar a minha opinião de um jeito decente aqui no blog, aqui eu não ga-ga-ga-guejo nada. Eu sei que a minha opinião pode ser achada manipulada, pois sou “gamer” e não estou do “outro lado”.

O grande problema não é o videogame e sim a sociedade. Muitos pais de hoje em dia fazem o fácil (o filho) e o difícil (criá-lo) deixam a desejar, deixando os muleques uns revoltados com a vida, eu já ouvi cada coisa de amigos meus que trabalham como estagiários em colégios aqui em Curitiba que não é brincadeira, ás vezes dou risada para não chorar. Algumas vezes o videogame é culpado pelo que a própria sociedade faz. Outras vezes é um refúgio do jovem que está cansado da vida real. E a grande maioria das vezes, o jogo é apenas uma disputa saudável (como um jogo de futebol) e uma brincadeira muito divertida.

Existem dois tipos de pais, os que jogam videogame e sabem o bem e o mal que ele pode causar e os que nunca pegaram num controle na vida. Estes são os “problemáticos”. Porque eles não conhecem o videogame e tudo que não se conhece, abomina-se! Muitas pessoas consideram coisas que não conhecem como ruins, não experimentam para realmente analisar se aquilo presta ou não (eu não estou aqui para julgar se isso é certo ou errado). Então não deixam seus filhos jogarem videogame em momento algum. Daí o moleque vai na casa do amigo e não quer sair da frente do computador/Tv jogando, fica chateado com a mãe que diz “jogar não presta” e fica pensando “será que eu sou errado em gostar de fazer uma coisa errada?”. Eu creio que esse medo dos pais será cada vez menor, porque os pais da próxima geração serão pais que jogaram videogame quando criança.

No meu mundo de adolescente existiam estas atividades: jogar videogame, brincar “lá fora” e estudar. Qualquer um dos três em excesso é ruim. Eu nunca tive este problema pois sempre gostei de atividade física e (por incrível que pareça) de estudar, e os jovens que não gostam? O que fazemos? Lidar com coisas que não gostamos, mas que são necessárias, é sempre complicado. Aqui mesmo na CubaGames existem atividades que não gosto de fazer, não gostar é forçar também, mas existem atividades que prefiro em relação à outras. Uma boa maneira de solucionar é saber dosar, nada de uma hora estudando e dez jogando (o contrário também é válido). Se o jovem souber dosar as atividades nunca ficará longe da sociedade.

Jogar videogame faz bem? Sim! Jogar videogame faz mal? Também sim! Tudo depende de quem, de quanto e quando joga. No meu caso jogar videogame fez bem para mim na adolescência (não posso dizer o mesmo de Final Fantasy XII, fiquei até as 2:30 da manhã ontem :)). Se você é pai/mãe e está preocupado com o jogo que seu filho joga, procure sentar do lado dele, jogue com ele e tire suas próprias conclusões, limite, libere, mas sempre use o bom senso.

Vá além! Veja o post do assopre a fita comentando o debate e este post do Juuso Hietalahti (em inglês) sobre os benefícios e malefícios do videogame.

Um abraço.

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