por Fernando Lorenzon em 26/11/2009 as 11:33

tonyhawk_ride
Nem Marty McFly aprovaria esse troço

Foi lançado recentemente outro game de uma famosa franquia da Actvision cujos comandos são acionados via um acessório específico vendido com o game. Não estou falando da série musical Guitar Hero, nem DJ Hero. Falo de Tony Hawk’s Ride.

Para quem ainda não sabe, o jogo acompanha uma prancha com sensores de movimento (Wii?, Natal?). Claro que o treco não responde direito.

Parece piada. Merecia um Zoeira News (a Actvision está merecendo). Mas está aí.

Como não foi surpresa, o jogo foi mal criticado pela imprensa especializada. Sinceramente, não tinha como dar certo. Eu já imaginava que o jogo não teria manobras “radicais”. Pensava que simplesmente você guiaria a prancha e daria no máximo uns ollies. Mas surpreendentemente é possível fazer mais coisas.

Uma das coisas mais criticadas foi justamente a resposta da prancha. No GameSpot o avaliador exibe simultaneamente o jogo rodando e seus movimentos sendo filmados, e nota-se um horrível lag na resposta dos pulos.

O que mais me desanima nisto é que já vi este filme antes. Há 20 anos atrás, tínhamos um monte destes troços por aí. Canhões, pistolas, tapetes, pranchas, sensores, robôs, interpretadores de voz… Tudo o que parecia legal nas imagens de divulgação e horrível na prática.

O que parece é que a indústria da games passa por eras cíclicas, com erros e acertos alternados. E estes mesmos erros estão voltando.

Depois da excelente geração 128 bits, com ótimos jogos e controles funcionais, estamos voltando cada vez mais à era dos 8 bits. Inclusive, já falei disso aqui antes, mas por causa de um acessório revolucionário da Nintendo.

E juro que ainda não me convenci do projeto Natal. Pensem bem, se um hardware feito exclusivamente para um jogo não funciona direito, o que esperar de uma solução genérica?

(Terminei mais um texto com uma pergunta retórica. Isso vicia.)

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