por Fernando Lorenzon em 30/11/2009 as 13:58

revistas

Parece que a nova fase de nosso mercado editorial especializado em games começou ontem, mas já faz 6 meses que tivemos novidades. Inclusive, já mencionadas por mim aqui.

Depois de umas 6 edições, as revistas EDGE e EGW se estabeleceram o suficiente e cada uma já mostra um estilo próprio. Além disso, ainda tem a Old! Gamer em sua segunda edição, com uma matéria especial de capa sobre o primeiro Phantasy Star, escrito pelo viciado especialista do jogo Orákio Rob, conhecido como Gagá, do blog Gagagames. Ele até comentou sobre sua participação. (Vixe, comecei a usar o risquinho tachado, é o fim do mundo)

Quando a revista EGM Brasil foi lançada, não havia nenhuma outra revista de games que pudesse ser páreo para ela. Algumas da velha guarda foram aos poucos desaparescendo, enquanto outras de menor importância surgiam. Ver a EGM Brasil aparecer neste amontoado foi um grande alívio para mim, que já estava órfão de uma revista de qualidade.

Curiosamente, eu nunca havia lido uma revista importada, até porque onde eu morava elas não existiam. Por falta de parâmetros, a EGM Brasil era o meu referencial. Era uma revista madura, com grandes nomes do jornalismo de games do Brasil, uma matriz de grande importância nos EUA, conteúdo adulto (nada de detonados de Pokemon), piadas, notícias, entrevistas e etc.

Quando anunciaram a EDGE, fiquei curioso para ler. Ao adquirir meu primeiro exemplar, o que vi foi estranho no início. Havia somente textos traduzidos, o que tira um pouco da fluidez da leitura. Havia muito conteúdo sobre desenvolvimento de jogos, o que acho às vezes desnecessário, apesar de trabalhar com desenvolvimento de sistemas (coincidentemente meu projeto atual é ligado com games) e escrever num blog de desenvolvimento de games. Nem todos que lêem querem desenvolver, afinal de contas.

Com o tempo, uma das duas coisas aconteceram: Ou eu me acostumei com o estilo, ou eles melhoraram. Mas uma coisa é certa, perto da EDGE Brasil, a EGW parece ser escrita por e para adolescentes. O linguajar coloquial da EGW cansa. E para quem passa boa parte do tempo lendo livros, artigos e revistas, uma escrita mais rebuscada não atrapalha. Muito pelo contrário. O acabamento da revista também é admirável, com capas simples e limpas, porém chamativas, sem aquelas cores berrantes e letras por todo lado.

Enfim, a EDGE Brasil está de parabéns. É a revista de games mais madura que já li e com certeza sofreria resistência caso fosse lançada há 10 anos por aqui. Como o mercado editorial de games aqui é um nicho, nada melhor que não cair no popularesco.

Já a EGW, tentando englobar mais o entretenimento como um todo, incluindo filmes, parece estar num período de testes indefinido. Não vejo muita utilidade em falar de filmes blockbuster utilizando 3 páginas da revista. Foi legal quando conseguiram casar a matéria do filme Terminator com alguns games, mas quando o filme é aleatório, é desnecessário.

O que estão tramando?

Apesar disso, a grande quantidade de colunistas e diferentes reportagens ainda a mantém de pé, com qualidade. Sem falar na grande quantidade de reviews, que é sempre útil. Num portal de games a gente acaba não vendo coisas legais de outras plataformas, simplesmente porque não temos aquele console.

Já a Old! Gamer, sendo bimestral (mas pode mudar!), ainda na sua segunda edição, não mostrou o suficiente para podermos avaliar seu progresso, mas com certeza está no caminho certo. Não sei exatamente porque, mas gosto muito de ler sobre jogos antigos. Há alguma coisa naquelas imagens pixelizadas que me atrai. Talvez porque os gráficos 3D sombrios dos games atuais são todos muito genéricos, sem identidade.

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