por Fernando Lorenzon em 04/11/2008 as 20:34

Me desanima ver que muitos jogos lançados são meros softwares descartáveis. Enquanto os clássicos são jogados até hoje e relançados para downloads e para os portáteis, muitos jogos de primeira linha não passam de um conjunto de missões lineares feitos para serem jogados e depois descartados. Cansei de jogar jogos anunciados como grandiosidades e depois me decepcionar com a falta de imaginação e a chatice em levar a jogatina adiante. Por que ainda me bate a vontade de jogar os antigos clássicos? Porque foram feitos para serem bons jogos, duráveis, memoráveis. Diferente da quantidade de lixo que está sendo produzido atualmente.

De que estou falando? Citarei como exemplo os jogos Max Payne, Quake, Tomb Raider e Half-Life. Claro que há outras “grandiosidades” da indústria, geralmente clones destes mencionados.

“Ó, como ousa criticar [coloque meu jogo preferido aqui] desta maneira? Você queimará no fogo do inferno!” – muitos pensarão. Mas eu nunca consegui me divertir jogando estes jogos acima.

Half-Life pode ter um bom multiplayer, mas as missões single player são chatas! Ficar procurando o que fazer em meio a corredores e salas escuras não empolga. Max Payne exige saves constantes, pois só se progride com tentativa-e-erro. Tomb Raider, além de sofrer do mesmo problema citado anteriormente, poderia ter aulas de controles com Super Mario 64. Sem falar que a câmera fica girando aleatoriamente mesmo quando você deve realizar saltos milimetricamente calculados. Quake quebrou a estrutura de fases de Doom, mas ficou muito genérico, chato. Sim, este é meu argumento. O jogo é chato. Por quê? Não sei, mas não consigo me divertir com ele.

Não há nada nesses jogos acima que incentive o jogador a progredir. Você jogará estes jogos apenas uma vez. Se tiver sorte, chega ao final sem enjoar.

Tudo bem, jogos simplificados sempre existiram, mas com tanto conhecimento sobre como fazer bons jogos, com tantos conceitos de Replay Value fáceis de implementar, por que ainda temos que encarar estruturas de jogo incrivelmente primitivas e cansativas? Não é nem questão de ser criativo, mas em ter boa vontade na hora de fazer um jogo. Mais uma vez, Marketing é tudo.

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1 Comentário

  1. Cara, eu ate concordo, mas nada a ver citar quake…

    Quake foi um dos primeiros do seu genero… uma revolução na epoca!


    Comentário de Rodrigo - 23/11/2008 às 7:53 pm #

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