por Fernando Lorenzon em 13/09/2008 as 12:03

Todas as virtudes e vícios eu escrevi baseando-se apenas nas minhas percepções do que é um bom jogo. Eu não consigo gostar de GTA e Metal Gear Solid, por exemplo, apesar de eu reconhecer que ambos são grandes  jogos. Assim como existem grandes filmes, mas cansativos para assistir. Como o objetivo de um jogo é principalmente divertir, não vejo o porquê de tamanha ambição para fazer simuladores que se pareçam cada vez mais com a realidade.

De realista, basta a própria vida.

A série Super Mario é considerada por mim uma das melhores no balanço das Virtudes e Vícios. Super Mario nunca teve problemas de design porque a ação do jogo manteve-se simples, sempre. Quando um elemento novo entra na série, ele complementa a jogabilidade, e não a dispersa. Foi o caso das rotas alternativas de Mario Bros. 3; fases secretas de Super Mario World; mundo 3D e missões diferentes para obter as estrelas do Mario 64; o jato de água do Sunshine; e agora o controle do Wii com mundos esféricos de Galaxy. Ele não se tornou mais complexo com o passar dos anos, apenas mais divertido e tecnologicamente renovado.

Para encerrar a série, eu digo o seguinte: se for desenvolver, comprar ou avaliar um jogo, desconfie das obviedades, como a idéia de que jogos bons são aqueles gigantescos, cheios de missões, cheios de comandos. Os grandes clássicos são todos simples no conceito e profundos na jogabilidade.

Categorias: CubaGames, Jogabilidade | 4 Comments »


4 Comentários

  1. Opa.

    Parabéns pelos textos, todos de ótimas qualidades.
    Discordo um pouco de você, acho que devem ser respeitados os jogos grandiosos beirando a realidade, e também os jogos mais simples e criativos.
    Penso que tem espaço no mercado para ambos, basta saber explorar, cito Xbox 360 e Wii, consoles da mesma geração porém completamente opostos (até o momento já que a m$ está investindo pesado no seguimento casual), e como jogos, Portal e Braid (criatividade é a alma do negócio) e Gears of War e Mass Effect (beirando a realidade).

    É isso aí.

    Aguardo novos textos.

    Abraços


    Comentário de Rodrigo Kazuma - 15/09/2008 às 12:46 am #
  2. Valeu pelo apoio ao longo das minhas postagens. Eu só acho que você está se enganando um pouco com o que entendo como jogo simples e divertido. Não me refiro somente a Tetris ou Mario, mas sim jogos que, mesmo sendo grandes, técnicos, profundos e usando tecnologias de última geração, conseguem cativar o jogador desde seu início até o fim, com uma curva de aprendizado leve e jogabilidade com desafio gradual.

    Gears of War eu nunca joguei, mas com certeza se enquadraria no conceito.

    Joguei esses dias o Onimusha 3 do PS2, e achei praticamente perfeito. Ele é bem grande e complexo, mas não cansa o jogador. Eu realmente me diverti jogando.

    Como eu falo, os jogos devem ser principalmente divertidos e simples de se jogar. Se a diversão vem pelo realismo, ótimo. O que não pode é permitir que a idéia de tornar um jogo realista faça-o tedioso.


    Comentário de Fernando Lorenzon - 17/09/2008 às 9:00 pm #
  3. ótimo trabalho. Não só discutir, mas conceituar jogabilidade é algo interessante.
    Estou finalizando minha monografia e precisava explicá-la de maneira aprofundada.
    Percebo que por mais que estejamos habituado a jogar e até certo ponto entender o significado dessas palavras, conceituá-las já é outra história.

    Por isso já legitimo muito seu trabalho e seu site. Vou dar uma vasculhada e ver mais artigos interessantes.
    Por enquanto é isso. Até!


    Comentário de Maurício Falchetti - 17/11/2009 às 11:14 am #
  4. legal cara, falou uma frase que eu repito desde que me lembro vivo, de realidade ja basta a própria vida!


    Comentário de KK - 21/07/2011 às 12:52 pm #

Deixe um comentário