por Fernando Lorenzon em 09/09/2008 as 20:32

O último dos vícios, a Memorização, é o tipo de coisa que faz um jogo ser extremamente difícil na primeira jogada e muito fácil quando se joga pela segunda ou terceira vez. Contar com a memorização para avançar tira o desafio original que o jogo deveria propor. De quê adianta o jogador se esforçar se do nada vem um inimigo e o acerta furtivamente?

R-Type usa bastante isso. Se o jogador se posicionar mal, uma nave inimiga pode destruí-lo. Isso se torna frustrante, pois não há domínio nestas situações. Porém, a proposta de R-Type é justamente essa, e o jogo é bastante divertido de se jogar. O jogador também precisa estar atento constantemente.

Já a série Mega Man é um pouco mais falha. É extremamente fácil jogá-lo depois da segunda vez. Os inimigos e principalmente os chefes são muitos previsíveis, com apenas dois ou três movimentos de ataque. Além disso, o jogo pune o jogador com a morte em quase todos os erros. Claro que a série não é totalmente ruim (sou um grande fã), se sustentando muito bem pela Narrativa e Desafio. Mas a Capcom poderia aprender um pouco com a Konami e sua série Contra, ou mesmo Metal Slug da SNK.

Ghost Recon é outra série problemática. Para saber onde estão os inimigos é muito simples. Ande distraidamente pelo mapa até levar um tiro. Na segunda partida, preste atenção na direção do tiro. E na terceira vez tente eliminar o “sujeito indeterminado”. A parte ruim é repetir isso para cada um dos trinta inimigos de cada missão. Bons tempos aqueles do Doom…

A memorização às vezes é a única maneira de criar um bom desafio nos jogos mais curtos, estilo Arcade, como a série Sonic ou Mega Man. Ninguém nega que as duas séries são ótimas, mas quando é preciso listar os grandes jogos dos 16 bits, muitos lembram os clássicos da Nintendo, pois ela sempre soube balancear o jogo para divertir o jogador com o mínimo de frustração e o máximo de desafio.

Jogabilidade XV – Conclusão

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1 Comentário

  1. Realmente, isso é uma questão complicada de se trabalhar.
    Adoro jogos tipo puzzle, e comprei recentemente o Braid via Xbox Live Arcade (1200 ms points) e antes dele o portal.
    Ambos excelente jogos, quando digo excelentes quero dizer excelentes mesmo, pois de acordo com o metacritic.com Braid tem nota 93 e portal 90.

    Muito bons mesmo.

    No Braid perdi uma hora para desvendar um único puzzle, mas o problema é que agora que já sei como resolve-lo, o jogo perde a graça.

    Isso é algo que não sei como resolver nesse tipo de game.

    Abraços.

    Ahhh, quem puder jogue ambos os jogos (braid vai sair logo para pc), são excelentes exemplos da mais bela criatividade e criação.


    Comentário de Rodrigo Kazuma - 11/09/2008 às 11:55 am #

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