

Abordei as virtudes da jogabilidade. Agora vou comentar sobre os vícios. Os vícios são coisas naturalmente ruins, embora possam ser conseqüências aceitáveis de algumas virtudes. Vício é tudo aquilo que vai mais irritar o jogador que satisfazê-lo.
Os vícios que identifiquei na jogabilidade são:
1 – Paciência: Dispêndio desnecessário de tempo entre eventos.
2 – Complexidade: Estruturação de eventos difícil de compreender.
3 – Linearidade: Seqüência repetitiva e superficial de eventos.
4 – Generalização: Perda de foco na proposta central do jogo.
5 – Memorização: Necessidade de repetir eventos várias vezes para realizá-los.
Às vezes esses “vícios” podem ser parte de uma virtude, como balanceamento para atingir o clímax da idéia de um jogo. Elas só necessitam de mais cuidado para não se tornarem o centro da jogabilidade. Se a virtude é naturalmente inexistente num jogo e os produtores devem desenvolvê-la, os vícios parecem surgir espontaneamente, tendo os produtores a tarefa de eliminá-los. Ou seja, as virtudes precisam ser buscadas para o jogo e os vícios afastados.
Abordarei cada vício separadamente nos posts seguintes.
Até a próxima.
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