

Entra mês, sai mês. Tem uma novidade nos hardwares dos computadores, inventam um acessório novo de Wii, a placa ultra fodástica G-ultra-force-expensive-plus, dentre outros. Ninguém consegue ser campeão de formula 1 com o carro que o Barichello tem. Se bem que o computador que eu tenho aqui em casa é mais comparado ao Takuma Sato.
Alguns pensariam: “é a evolução natural das coisas”. Mas seu bolso? Evolui nessa velocidade? Consegue comprar aquela maravilha lançada semana passada? É fato que vivemos em um país com um poder de compra pífio, comparado ao preço dos produtos lá fora, aqui tudo (no que diz respeito a tecnologia) é caro! Mas mesmo assim, é muito difícil um ser normal (leia-se normal como não rico) ter o último modelo de computador para rodar aquele jogo fodão.
O pior de tudo que jogos e mais jogos são lançados necessitando dessas configurações, forçando o usuário a comprar (muitas vezes a entrar na prestação) o que necessita para ter algum momento de diversão. Alguns jogos chegam a ser um desaforo a minha situação financeira.
Ontem lendo meus feeds me deparo com a notícia que o pessoal da Crytek, os responsáveis pela Cry Engine 2, do jogo Crysis (o jogo mais mal educado do mundo com o meu bolso) estão negociando com outros estúdios para a criação de jogos massivos com a tecnologia. Do lado da Crytek, ótimo, vamos ganhar dinheiro, é só adaptar (se é que foi bem feita). Mas eu penso do lado dos compradores. Será que vale a pena utilizar tecnologia de ponta se o mundo ainda não a suporta? Tá bom, pode ser um investimento a mais longo prazo, mas será que vale mesmo a pena? Um tiro no pé é o exemplo do jogo Americas Army que, de tempos em tempos, lança uma atualização do jogo, deixando muitos usuários para trás a cada uma lançada. Eu li também que os desenvolvedores de World of Warcraft estão com medo de fazer o mesmo.
Eu preferiria trabalhar com uma tecnologia mais acessível e com um tempo de desenvolvimento mais curto: “logo, esse jogo vai ficar obsoleto“, eu sei que você pensou nisso. Nesse hora eu já estarei fazendo o meu próximo jogo.
Pensem, discutam, comentem! Falem mal mas falem de…games
!

Imagem do jogo Crysis
Categorias: Desenvolvimento |
Ah eu ae d novo.
Pow, sei lá, kra. Concordo plenamente com o seu medo de “será que vale à pena”, principalmente se tratando dessa engine. Se, ao invés disso, tentassem fazer um “MMO Farcry”, estariam usando um jogo foda com requisitos bem mais modestos…
Mai c sabe como q essas coisas funcionam: vai a nVidia, lança uma placa que coincidentemente é a recomendada pro jogo e bota aquele clássico “the way it’s meant to be played” na abertura.
Não adianta: enquanto um arrastá o outro prá frente, vai ser essa infinita escalada de hardware
Adorei o blog, finalmente um blog inteligente sobre jogos…
Eu não vejo assim.
Eu - e, creio eu, a empresa que fez Crysis ser o-jogo-assustador-que-nenhum-pc-da-face-da-terra-roda-no-máximo,
- vejo da seguinte maneira: fazendo uma engine desse jeito, ele é bonito hoje, e vai continuar sendo bonito por um bom tempo.
Você não PRECISA jogar Crysis com tudo no máximo para ele ser bonito. Diabos, até com tudo no low ele é mais bonito que muito jogo por aí. Um Crysis no medium com algumas coisas em high não é tão dificil de rodar - em um pc relativamente bom, mas sem uma placa de video q custe mais de 1000 reais - e fica tão bom quanto outros jogos atuais.
O que eu estou tentando dizer é… Crysis é um jogo que vc compra hj, e joga, e msm com sua placa q não é mega-ultra-power, ele fica tão bonito quanto os outros jogos q vc joga.
Daqui a alguns meses/anos, quando vc tiver uma placa melhor e os jogos tiverem evoluido ainda mais, os jogos d hj vão começar a parecer meio “feinhos”, mas Crysis vai continuar bonito, pq vc vai poder colocar tudo em very high e ele deve ficar tão bonito quanto os jogos q serão lançamento em alguns meses/anos.
Mas bonito msm é Bioshock, aquilo sim é arte, e em alguns anos alguns poderão jogá-lo e ele ainda será bonito.
Tecnologia nenhuma supera boa arte/design/estilo, e tenho dito :p