por Fernando Lorenzon em 24/01/2009 as 13:15

Observação 4 – Itens, inimigos e afins.

Com relação aos itens, a série força o jogador a depositar muito dinheiro e esperança neles. Isso é algo que fico pensando se é bom ou não.

É interessante somente conseguir avançar com o uso de uma poção a cada 20 segundos?

E quanto às armas? É justo conseguir êxito no jogo somente com sets perfeitos, itens mágicos raríssimos, e etc?

A busca por armas torna o jogo muito interessante, mas é complicado quando avançar no jogo depende da busca por boas armas que aparecem aleatoriamente. Isso poderia ser facilitado caso todas as armas encontradas pudessem ser guardadas pelo jogador e utilizadas por qualquer outro personagem daquele jogador, como eu havia sugerido anteriormente. Para não ficar tão fácil, usar uma arma já encontrada poderia ter um custo em dinheiro. Neste caso, o que poderia ser feito é disponibilizar nos mercados para compra cada item unique encontrado.

A aleatoriedade dos itens encontrados ao matar monstros me intriga. O que monstros-árvores faziam com tanto dinheiro guardado? Por que vermes liberam espadas ao serem mortos?

Isso vale pra vários RPGs, e como Diablo é um grande exemplo para a maioria deles, poderia inovar nisso também.

Um jogo de RPG que possui um sistema interessante de drop de itens é Ragnarok. Esse foi um dos únicos RPGs online que cheguei a jogar, portanto, o que descreverei pode existir em outros também: Em Ragnarok, o dinheiro é precioso. Ele não nasce em árvores (incluindo monstros-árvore) nem cai de monstros. Ele é obtido com a venda de itens fabricados ou matéria prima “dropada” de monstros. Ou seja, se você matar um monstro-árvore, vai obter um tipo de madeira. Se matar uma ave, vai obter uma pena ou o bico (nem me lembro direito). Cada um desses itens tem uma serventia e podem ser vendidos ou usados para confeccionar itens.

Isso estimula o comércio e cria uma economia mais sólida. Lembrando que isso não serve para tornar o jogo mais realista, mas sim para torná-lo mais interessante, mais divertido.

Muitos monstros de Diablo também são meio bobos. No primeiro até era interessante, pela própria limitação do tamanho do jogo. Mas o segundo tem inimigos meio “aleatórios” demais. Matar vermes, urubus, besouros, moscas e aranhas não me faz sentir um herói… Quero combater cavaleiros amaldiçoados, múmias, orcs, demônios (e succubus).

O jogador comum geralmente não reclama dessas coisas porque só está interessado em obter experiência. Mas não custa tirar aquele enxame de moscas como inimigo e colocar mais succubus, hehehe.

Tags: , , ,
Categorias: Reflexões | 1 Comment »


1 Comentário

  1. Concordo com tudo o que você falou.
    Nunca consegui entender o que um Urubu faz com uma abelha, será que ela tinha engolido antes?

    Estou jogando o Fallout 3 agora e estou me deliciando com esses detalhes.
    É o jogo mais próximo de um verdadeiro RPG de mesa que já joguei, você pode pegar tudo o que está com seu inimigo, incluindo a roupa é claro.
    Isso está certo.
    Quando o inimigo é animal, você pega a carne dele.

    Perfeito.

    Não consegui concluir Diablo II, achei tremendamente chato depois de uma parte, e os principais motivos foram:
    Criei um personagem pensando que iria conseguir obter tais resultados (não obtive por restrições de classe), cansei de encher a mochila de itens e ter que voltar toda hora para a cidade para vender, e isso ser algo demorado, e outras tantas coisinhas chatas.

    Vamos ver como o 3 vai se sair.


    Comentário de Rodrigo Kazuma - 26/01/2009 às 2:08 pm #

Deixe um comentário