por Fernando Lorenzon em 16/01/2009 as 21:33

Observação 2 – Sobre jogar no Single Player com somente um char.

Incomoda-me não poder jogar com mais de um personagem em uma aventura. Acho que se pelo menos dois personagens fossem permitidos no modo single player, a sensação de não estar só é maior, e não enjoa tanto de usar o mesmo char, os mesmos golpes. Isso não seria tão difícil de implementar porque já existem hirelings no jogo, que são guerreiros não jogáveis contratados para lutar ao seu lado. Além disso, alguns guerreiros podem invocar monstros ou espíritos para auxiliar nas batalhas.

Algumas vezes este recursos de controlar dois ou mais guerreiros podem atrapalhar, e pra isso existiriam comandos para fazer o time recuar, atacar, aguardar (guiando o time para um local seguro enquanto explora uma parte perigosa sozinho), e etc.

Jogar com uma equipe também otimiza o uso de armas especiais, pois é muito frustrante estar com a feiticeira e encontrar a melhor espada do jogo.

Darkstone foi o primeiro (acho que o único) clone de Diablo a implementar partidas single player com dois personagens. Pude jogar muito este jogo e aprovo o conceito. Para os azedos que acham a idéia absurda, bastaria iniciar uma partida com apenas um guerreiro e jogar normalmente.

Jogar em time pode culminar num efeito colateral desagradável, que é desbalancear os personagens. Normalmente os jogadores adotariam a tática de usar bárbaros para segurar inimigos e arqueiros/feiticeiros para atacá-los de longe. Para otimizar a tática, muitos colocariam muito menos vitalidade pro arqueiro e muito menos força de ataque pro bárbaro, inutilizando-os para uma partida solo.

Poderia haver a opção de juntar os personagens já criados para jogar juntos em uma nova aventura ou continuar na aventura de outro personagem. Este intercâmbio de entre personagens nas aventuras permitiriam também o intercâmbio de armas e itens. Isso tornaria única a coleção de itens do jogador, permitindo que qualquer item obtido seja usado por qualquer char a qualquer momento.

Uma das minhas idéias para facilitar isso é ter um lugar no mapa que seria o palácio dos heróis, onde todas as armas coletadas poderiam ser depositadas para uso posterior por qualquer personagem. E independente da aventura ou char, o palácio e seu conteúdo seria comum a todos. Por exemplo, inicio uma nova aventura com um time de um paladino e um necromante, e depois coleto um bom arco. Deposito este arco em um baú do palácio. Em outro momento, inicio outra aventura com uma arqueira e uma assassina. Ao acessar o baú, o arco obtido anteriormente estaria lá.

Este recurso estimularia uma das virtudes de um jogo que eu escrevi há alguns meses, que é a Coleção. Poder guardar ou catalogar/registrar todas as armas obtidas estimularia o jogador a obter todas elas, não perdendo as anteriores ao iniciar uma nova aventura.

Antes de dizer que isso tornaria o jogo mais fácil, é bom notar que o tornaria muito mais divertido. E dificuldade pode ser ajustada de outras maneiras.

A idéia do palácio poderia ser aproveitada para outros fins, como poder personalizar as salas e manter itens de cura, jóias e dinheiro. Os ambientes poderiam ser expandidos ou decorados de acordo com as conquistas totais do jogador, podendo assim criar um grande palácio após ter obtido vários prêmios.

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1 Comentário

  1. Pra falar a verdade, sou meio contra ao uso de multi personagens no single-player.

    Acredito que já chegamos no momento em que no modo história o correto é se jogar multiplayer.

    Gosto muito da idéia de que cada personagem é um jogador real, inclusive a um bom tempo atrás criei um Design Doc de um game assim, em que cada personagem da história fosse realmente uma pessoa real, jogando o game.

    Creio que o futuro dos nossos games serão algo mais ou menos assim.

    Mas tudo bem, voltando ao tópico, sempre gostei de me projetar na pele do personagem, e é exatamente por isso que games como Mass Effect, FallOut 3, Kotor I e II me fascinam.
    Gosto de ter a liberdade para fazer o bem e o mal, de modificar o rumo da história com meu modo de jogar e agir, e ao final receber o prêmio pelo qual tanto batalhei e persegui durante todo o caminho, muitas vezes deixando de obter determinadas vantagens por seguir estritamente uma linha de ação (muito bom ou muito perverso).

    Mas claro, cada um tem a sua opinião.


    Comentário de Rodrigo Kazuma - 19/01/2009 às 10:20 am #