
Fazendo minha “leitura diária” no bloglines (vejam como eu sou “organizado”), fui para os blogs de jogos e vi sobre um novo blog no Rodrigo Flausino. O Nuss… E agora?!?, com uma excelente análise técnica sobre desenvolvimento de jogos, áreas de atuação para gamers, orientação a objetos e esse excelente tópico sobre “design inchado”, mas o que é isso, simplesmente um termo bem utilizado para essa típica frase de programadores: “Eu sou f… e vou fazer o melhor jogo do mundo, utilizando a minha própria engine”.
Nós da CubaGames entramos nessa onda de jogos querendo fazer o mais revolucionário jogo online do mercado. Alguns leram nossa idéia e acreditaram, outros foram contra pois aquilo era “demais” apenas para três estudantes do curso de informática. A verdade foi essa, quando nos deparamos com a quantidade de trabalho e a diversidade de áreas que necessitaríamos seria impossível fazer um jogo naquele estilo. Artistas não somos, 3D não temos experiência, em trocas de mensagens para jogos online tínhamos pouca experiência e som nem se fala. Não que não fossemos capazes de aprender algumas dessas áreas, mas a quantidade e o inchasso seria tão grande que em 3 pessoas não suportaríamos e perderíamos muito tempo para sair um jogo legal.
Partimos então para a idéia do “vamos fazer o que a gente sabe”, vamos usar nossos pontos fortes. Quais são eles? Eu (Romulo) sou programador php, tenho experiência de mais de 4 anos, o Guilherme e sua incrível capacidade de fazer as coisas funcionarem muito bem em ActionScript e o Tiago com uma boa experiência em gerenciar projetos e ter opiniões realísticas sobre o futuro dos projetos em andamento (confio extremamente na opinião dele) e também uma ótima experiencia com banco de dados.
Decidimos então fazer o simples: um jogo da memória e um jogo de forca. Daí surgiu o Jogo da Memória (o qual nos rendeu um belo cliente, a Subway) e o Palavra Secreta (uma ótima idéia que deu certo). Nossa, descemos de um MMOG para um jogo de criança? Pense, nós somos crianças no mundo do desenvolvimento de jogos, acho que no Brasil a maioria é, fazer jogos é uma coisa nova para nós e um jogo muito complexo é um desafio muito grande para quem está no início.
Por isso que concordo plenamente com a idéia do Tiago (do Nuss… E agora?!?) , temos que partir para o lado da originalidade e criar jogos mais simples, lembrando que simples não é ruim, é algo possível de fazer mas com criatividade e diversão garantida para os jogadores.
Mais uma vez, parabéns ao Tiago e espero ancioso para jogar o “card game” que está desenvolvendo. Boa sorte na empreitada e bom trabalho! Vamos trazer mais qualidade aos games brasileiros
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Categorias: CubaGames, Desenvolvimento | 4 Comments »
Eu parei de acompanhar sites sobre o assunto no Brasil (Unidev e PDJ) quando vi que a maioria ali estava completamente fora da realidade e falava sobre desenvolvimento de jogos como se fosse o John Carmack mesmo sem ter escrito nada na vida.
Fala Romulo. Brigadão pelos elogios. Bom saber que, mesmo focando os iniciantes, estou agradando até mesmo quem já tem experiência no assunto.
Pegando o teu gancho de “qualidade aos jogos brasileiros”, tragamos não só qualidade pro jogador, mas em todos os aspectos, da qualidade do código à qualidade dos testes.
Abração!
[...] demais. O grande Tiago Frossard do Nuss… E agora!? e o pessoal da CubaGames falaram e falaram muito bem sobre o assunto. Em poucas linhas, o design inchado é quando você e sua equipe partem [...]
Fala Romulo. Tô dxando esse comentário aqui só prá avisar ao pessoal que o Nuss… E agora?!? tá de endereço novo. Estamos no http://www.nusseagora.blog.br com todos os artigos do endereço anterior e mais uma porrada de coisa nova.
Abração e boa sorte!