
Vamos a mais um grande clássico importante na minha vida de gamer: Top Gear!
Antes, um pouco de história. Top Gear, criado pela Gremlin Graphics, é uma adaptação de um jogo similar lançado por eles no Amiga: Lotus Challenge. Usando a mesma tecnologia e até parte de sua trilha sonora, Top Gear foi trazido para o Super Nes em 92 e publicado pela Kemco.
Para os Segamaníacos, Top Gear utiliza uma engine similar ao Out Run, porém, o foco é corrida mesmo.
A série para o Super Nes não só possui uma grande competição, mas uma excelente trilha sonora e gráficos bastante satisfatórios.
Top Gear teve duas continuações: Top Gear 2 e Top Gear 3000. Mas mesmo sendo tecnicamente inferior, o primeiro é o grande clássico pelas suas corridas rápidas e estilo arcade.
O jogo possui 8 países com 4 pistas cada. As corridas são entre 20 competidores, e terminando em quinto ou menos, o jogador é classificado para a próxima corrida.
Uma característica interessante é que mesmo jogando sozinho, a tela permanece dividida e o carro debaixo é controlado pelo computador, com uma A.I. levemente superior ao dos outros carros. E por falar em carros, é possível escolher um entre quatro carros, sendo que cada um possui características próprias, variando entre aderência, consumo, velocidade e aceleração. O melhor de todos é o carro branco. Portanto, se você só joga com ele, você é fraco.
A trilha sonora é tão clássica que nosso conhecido compositor Nino (da banda de um homem só: MegaDriver) é mundialmente conhecido pela sua versão da música da primeira pista, chamada por ele de Mad Racer. Esta música ficou tão famosa que hoje “Mad Racer” é praticamente o nome da música original.
A idéia de correr em vários países era nova para a época, e é bastante interessante do ponto de vista cultural. Cada pista é um verdadeiro ponto turístico. É legal ter seu país lembrado pelo game e ver em cada pista uma paisagem característica. Na verdade, o jogo não separa as pistas somente em países, mas também em regiões em geral. A segunda região do jogo é a América do Sul, e a primeira pista fica no Rio de Janeiro. A quarta fica na Amazônia.
A jogabilidade é simples, mas o game consegue colocar coisas extras, como a própria seleção de carros. Outra coisa legal é o combustível, que deve ser levado em conta e cuidadosamente monitorado. O jogador vai ficar de olho para abastecer na hora certa, mas sempre tomando cuidado para não ficar sem combustível antes de alcançar o pit stop. Isso adiciona muita estratégia ao game, e certamente o diferencia dos outros games da época.
Como o mundo é cruel e o tempo não perdoa, a Kemco simplesmente esqueceu-se de sua série clássica e só pisou na bola depois do Top Gear 3000. Já falei aqui do Top Gear Rally, mas o considero um bom jogo de rally, e não um Top Gear.
A série teve alguns outros games obscuros e nunca mais foi referência dentro do gênero. Hoje em dia, o jogo que mais lembra o Top Gear original são os Need For Speed do 1 à 6. E o Top Gear 2 lembra muito Gran Turismo.
Não é difícil fazer games bons de corrida, mas Top Gear nunca mais teve seu nome honrado. Por causa disso, eu ainda jogo o game original. E não me arrependo de jogar.
Tags: Out Run, top gear
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