
Pode ser meio estranho colocar este no hall dos clássicos, mas foi um grande jogo na época, e com certeza o mais inovador da tríade de lançamentos do Super Nes: Mario – F-Zero – Pilotwings.
O que fez Pilotwings se destacar para mim foi a criatividade em desenvolver um game sobre vôo sem usar os manjados temas de combate ou mesmo aviões. No game você controla pára-quedas, asa delta, avião bi-plano e até um jet pack.
O sistema de jogo é bastante original. O game se passa num clube de vôo onde o jogador deve passar cada fase imposta pelos instrutores e no final obter pontos o suficiente para seguir ao próximo instrutor. Com o primeiro instrutor, você só conta com o pára-quedas e avião, mas conforme avança fica disponível o jet pack e a asa delta.
As partidas com o pára-quedas consistem em pular do helicóptero e cair livremente, passando por argolas que formam um trajeto vertical e finalmente abrindo o pára-quedas e pousando no alvo.
Com o avião, é necessário tocar algumas esferas, passar por argolas e finalmente pousar. Em algumas fases é necessário decolar também.
Com o Jet Pack o sistema é bem parecido com o do avião, necessitando decolar, passar por argolas, tocar em algumas barras e finalmente pousar no alvo.
Já a asa-delta é um pouco mais complexa. Inicialmente deve-se atingir uma altura específica através de correntes de ar quente, e então pode haver argolas, e finalmente pousar. Como a asa-delta não conta com propulsão, se manter no ar é mais complicado e nem sempre você está na altura certa para pousar no alvo.
Em qualquer uma das fases, os pontos são calculados com base nas argolas passadas, precisão e leveza no pouso, tempo estabelecido e erros cometidos.
Cada instrutor possui um mapa próprio que condiz com os “veículos” disponíveis. Quando o jogador obtém pontos o suficiente com o quarto instrutor, uma missão de helicóptero é apresentada e o jogador deve assumir o controle para resgatar reféns. Esta missão consiste em bombardear artilharia anti-aérea e pousar num heliporto para resgatar os reféns.
Mesmo sendo somente uma fase, é incrivelmente divertida. Lembro-me de ter anotado o password e passado para vários amigos poderem jogar nesta fase. Muitos jogavam este game na locadora somente por causa desta missão. Todos com o password devidamente em mãos.
Ao passar desta fase, o jogo inicia novamente com o primeiro instrutor no primeiro mapa, mas desta vez cada mapa terá uma dificuldade maior imposta pelo clima, seja chuva, ventania ou mesmo a noite. Vencendo pela segunda vez cada fase, uma nova missão de helicóptero deve ser vencida. Ela é exatamente a mesma, porém, à noite. Após esta missão, o jogo termina.
No departamento gráfico, o game é muito bom. O mapa é bem detalhado e usa o mesmo efeito Mode 7 presente em F-Zero. Cada mapa é rotacionado e inclinado naturalmente, passado a sensação de 3D de maneira convincente. Pena que não era possível criar relevos com a tecnologia, o que tirava um pouco do realismo.
Os efeitos de física são muito bons, e os efeitos de inércia e gravidade funcionam muito bem. Até o vento desempenha um papel importante nos controles. Controlar o jet pack se mostra bastante realista.
O áudio é básico e faz somente o que se espera. O barulho do avião sendo ligado é bem realista, mas de resto não há muito que dizer. As músicas também não são tão memoráveis, apesar de combinar muito bem com o estilo do game. A música do avião tem cara de voar de avião. A da asa delta é bastante tranqüila, enquanto a do Jet Pack parece bem maluca, meio estilo desenho animado. Claro que com o helicóptero temos a básica música militar, que lembra um pouco Rambo.
O que me impressionava neste game e me fez comprá-lo foram as fotos nos materiais de divulgação da Nintendo. O apelo de se ver uma asa-delta planando mexia com a imaginação dos jogadores da época.
Mesmo poucas pessoas conhecendo este game, para mim ele fica na minha lista dos preferidos, e definitivamente se trata de um clássico. Não sei se fico feliz ou triste em ver que somente duas versões do game foram lançadas até hoje: A do Super Nes que falei aqui e outra para o Nintendo 64. Por um lado a série parece esquecida, mas por outro temos dois grandes clássicos intocados, que não se banalizam por ganharem infinitas iterações.
Categorias: Clássicos | 1 Comment »
Excelente game, e com certeza um Clássico.
Não tinha o Snes, mas um amigo meu tinha e ele possuia este game.
Ia sempre pra casa dele só para jogar ele.
Acho que é uns dos melhores games já feito para o Snes.
É uma pena não ter nenhum modelo similar para os consoles de hoje em dia.
Fica a idéia para a CubaGames desenvolver algo assim para colocar nos Indies Games do Xbox live.
Acho que vocês venderiam muito, uma vez que lá já tem um joguinho de aeromodelismo (pilotagem com controle remoto) muito feinho porém está na lista dos jogos mais comprados.