

F-Zero é um jogo de corrida futurista que juntamente com Super Mario World e Pilotwings, inauguraram o Super Nes, já mostrando quase tudo do que ele era capaz.
A premissa de F-Zero é correr em um campeonato que ocorre em pistas flutuantes em vários planetas pelo universo já dominado pelas espécies inteligentes, utilizando-se de veículos flutuantes correndo à quase 500 km/h… e passando essa sensação de velocidade genuinamente.
Este jogo utilizou-se de cenários que realmente eram 3D, com as pistas inteiras sendo renderizadas e rotacionadas conforme se percorre por elas. Muito revolucionário para uma época em que as pistas eram como segmentos independentes rolando em sequência para completar o traçado, como em Top Gear. Este estilo do Top Gear nunca passou uma boa sensação de tridimensionalidade. Era impossível dar a volta e percorrer o caminho inverso nesses jogos, ao contrário de F-Zero.
(Yes, consegui fugir do clichê, falando dos gráficos 3D sem citar o tal Mode 7)
As músicas do jogo são meio simples, não se comparando com grandes hits como os de Mario, Zelda, Mega Man, Contra. Mas depois descobri o porque daquele estilo musical: as músicas são uma tentativa de reproduzir jazz em MIDI. Digo isso porque existe uma soundtrack arranged do game no estilo citado, com as músicas muito bem representadas desta vez. Isso também é uma quebra nos paradigmas dos jogos futuristas. Acho que F-Zero é o único game futurista que não precisou se usar desesperadamente músicas Techno para mostrar que é do futuro.
Algo que também chama a atenção é a física do jogo, com um bom efeito de inércia que condiz com a “realidade fictícia” dos veículos flutuantes. Você se convence facilmente que o carro não possui rodas, sem falar que quando bate, lá está a terceira lei de Newton (Não Matarás, se não me engano), fazendo o veículo ser arremessado na direção contrária e perdendo a estabilidade. Neste momento, o jogador deve parar de acelerar e ajustar a direção, retomando a aceleração novamente para ganhar estabilidade, anulando parte da inércia e empurrando o carro novamente para frente para fazê-lo parar de deslizar sem rumo. Sabem quando eu fui sentir esta física novamente? Jogando Gran Turismo, muitos anos depois.
E indo contra o estilo japonês de se desenhar, todas as ilustrações do jogo são feitas no estilo comic americano, tendo inclusive algumas páginas do manual com trechos da história no formato quadrinho, em estilo comic book também.
Minha história com este jogo também é especial. Na época dos 16 bits, as revistas de games estavam começando a circular e o jogador não contava com informações suficientes para conhecer os jogos. E o primeiro contato que eu tive com F-Zero foi justamente na caixa do console, onde havia dezenas de jogos com uma breve descrição e uma screenshot, que alimentava a imaginação de qualquer criança. O engraçado é que somente aquela sreenshot e uma brevíssima descrição (ou somente o nome, nem me lembro) foram o suficiente para despertar minha atenção para este game. Posso dizer com segurança que este foi um dos jogos mais desejados por mim durante toda minha vida. Depois de pouco tempo eu pude conhecer o jogo numa locadora de jogos, posteriormente adquirindo meu próprio exemplar.
Coloco este game facilmente na minha lista de jogos preferidos, juntamente com Star Fox, que descrevi anteriormente.
Grande F-Zero! Sempre guardarei em minha memória como um grande jogo, muito inovador ou até mesmo revolucionário, mesmo sendo produzido pela conservadora Nintendo.
Categorias: Clássicos | 2 Comments »
Belo depoimento.
hehehe
Muito legal.
Nunca fui muito fã do jogo, mas sei valorizar as novidades que ele trouxe.
Sem dúvida um dos maiores clássicos dos Games. Adorava esse joguinho!