por Fernando Lorenzon em 25/10/2008 as 20:16

Os jogos eletrônicos não são primariamente uma simulação da realidade. Porém, nada impede que isso seja feito.

Muitos jogos tratam de conceitos que não poderiam existir na realidade. Estes conceitos abstratos são a base para criar qualquer coisa que poderíamos chamar de “malucas”. Jogos não-eletrônicos são basicamente abstratos. O xadrez tenta simular uma batalha, mas nunca vi um cavalo trotar de lado a cada três passos.

Por que existem movimentos estranhos no xadrez? Para enriquecer a estratégia.

Vamos pensar em Super Mario. Não há qualquer relação com a realidade o mundo virtual criado pela Nintendo para o encanador. Tudo no jogo é criado para gerar algum tipo de experiência ao jogador, e não para representar algo fiel ao nosso mundo. Por que corremos com um encanador italiano por mundos bidimensionais habitados por tartarugas voadoras, tentando alcançar uma bandeira no final? Porque essa estrutura maluca é divertida. Miyamoto poderia ter pegado o conceito do Mario e criado no lugar um jogo de esportes, como uma corrida de obstáculos. Mas como recriar as fases com plataformas flutuantes, mundos secretos e outras coisas características do jogo sem ferir o princípio de realidade?

Portanto, Super Mario é um jogo que usa bastante abstração, assim como obras de arte abstratas, que juntam formas geométricas, cores e manchas para expressar a visão do artista, fazendo da obra algo bonita mesmo não tendo muito sentido.

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1 Comentário

  1. Mario, antes de tudo, é muito criativo.
    Se o primeiro Mario fosse lançado hoje faria o mesmo, ou maior, sucesso do que na década de 80.


    Comentário de Guilherme Moschen - 27/10/2008 às 12:59 pm #

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