
Estou lendo a EDGE edição 12 atualmente. Fiz a assinatura a partir da primeira edição e até agora se passaram 12 meses. Como não renovei a assinatura, esta será minha última edição. Mas deixo claro que meu motivo de não continuar a assiná-la é por falta de tempo para ler. Eu já compro a EGW e essa eu não vou abrir mão. É uma pena, mas vou me sentir meio órfão sem a EDGE.
Por esses meses lendo a EDGE, posso garantir que a revista é de primeira linha, sendo superior à EGW em vários aspectos. Eu particularmente gosto mais da EGW por causa da produção 100% nacional e do maior número de reviews.
Uma das características da EDGE é dar bastante atenção ao desenvolvimento de games como um todo. Há várias entrevistas com desenvolvedores, inclusive alguns nacionais, além da abordagem de algumas ferramentas de desenvolvimento e um apanhado de notícias sobre a cena indie.
Um dos focos dados por este blog é justamente sobre desenvolvimento de games. Há quase dois anos eu assumi as postagens e nem sempre dei o devido foco ao tema.
Para quem acompanha este blog por causa do conteúdo sobre desenvolvimento, recomendo assinar a EDGE. Você vai aproveitar muito do conteúdo. Lógico que eles não publicam conteúdo técnico, mas as entrevistas por si só são bastante válidas. Recomendo inclusive porque conheço muita gente que gosta de games e não compra revistas do gênero para se informar. Geralmente acha que a Internet tem de tudo. Mas digo que nada é tão organizado como numa revista. E na revista você encontrará conteúdo que na Internet provavelmente não procuraria, por sequer saber que aquilo existe e assim possa ser interessante.
Pra aproveitar o tópico, eu estava lendo a reportagem sobre Designer Indie e uma citação do designer James Silva me chamou a atenção:
“Comece com algo pequeno. Acabei de receber uma mensagem pelo twitter de um cara que disse estar começando uma empresa de jogos e que seu primeiro jogo será tão épico quanto O Senhor dos Anéis. Talvez a gente viva em um mundo onde isso é possível, mas não consigo imaginar isso dando certo. Se em vez disso você se dispuser a fazer algo parecido com games da era 8-bit, você não apenas se surpreenderá com a complexidade de coisas que achava que fossem simples, mas também estará mais próximo de fazer algo, bem, um pouco épico.“
Isso é um tema que eu enfatizo aqui. É comum querermos começar fazendo o jogo que sempre sonhamos em jogar, mas veja quantas pessoas se envolvem num projeto grande. São mais de 100 pessoas tranquilamente. Uma pessoa inexperiente não vai conseguir fazer algo próximo disso. Mas pode fazer um Dishwasher Samurai, como é o caso de James Silva.
Jarrad Woods também menciona o seguinte:
“Acho que a chave para o sucesso como designer indie é apenas fazer jogo interessantes. Trabalhando sozinho, não há como competir contra grandes jogos. O número de horas de trabalho gastas para fazer um FPS popular é maior do que minha vida inteira. Em vez disso, nós indies temos que trabalhar onde os grandes estúdios não estão, voltando a inventar novos gêneros, reviver os que estão morrendo, ou encontrar novas maneiras de juntas ideias antigas.“
Vamos ver quanto tempo eu aguento sem a revista. É bom lembrar que a assinatura pode ter até 50% de desconto.
E a pré-venda da OLD! Gamer 3 já está disponível.
E o pior, não ganho nada com o jabá.
Tags: Desenvolvimento, EDGE, EGW, revista
Categorias: Reflexões | 1 Comment »
Propaganda desgramada! Só não fui comprar a maldita revista por causa da hora!